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Holding: a ferramenta aliada na sucessão de empresas familiares do agronegócio

O agronegócio brasileiro tem raízes fortes na família. De acordo com o último Censo Agropecuário realizado pelo IBGE em parceria com o SEBRAE, cerca de 85% das empresas do setor são familiares. Isso significa que pequenos, médios e grandes produtores rurais compartilham o mesmo desafio: manter o patrimônio e a gestão organizados para que o negócio continue sólido ao longo das gerações.

 

Os números, porém, também trazem um alerta. Segundo pesquisa da PwC (PricewaterhouseCoopers), apenas 30% dessas empresas chegam à segunda geração, 12% alcançam a terceira e, em torno de 5%, resistem até a quarta geração. A cada ciclo hereditário, diminui a continuidade e aumenta o risco de desorganização do patrimônio e da própria atividade produtiva.

 

Esse cenário não afeta apenas famílias e herdeiros. Ele impacta toda a cadeia do agronegócio, já que o Brasil é um dos maiores exportadores mundiais de grãos e carnes, responsável pela alimentação de aproximadamente 800 milhões de pessoas em todo o planeta.

O desafio da continuidade nas empresas familiares rurais

A sucessão é inevitável. A diferença está em como ela é conduzida. Sem organização, o que poderia ser a continuidade de um legado acaba se transformando em disputas familiares, inventários demorados e perda de valor patrimonial.

 

É nesse ponto que o planejamento sucessório se torna estratégico. Ele garante que família, propriedade e gestão caminhem em sintonia, prevenindo conflitos e assegurando que o negócio continue competitivo. Esse planejamento envolve a transferência de bens e propriedades para os herdeiros, a definição da divisão dos rendimentos da atividade e a passagem da gestão para a próxima geração.

 

  • a transferência de bens e propriedades para os herdeiros;

 

  • a definição da divisão dos rendimentos da atividade;

 

  • e a passagem da gestão para a próxima geração.

A importância da Holding no agronegócio

Dentro desse processo, a Holding surge como a ferramenta jurídica mais eficiente para estruturar a sucessão. Por meio dela, é possível:

  • organizar a transferência de bens aos sucessores, evitando litígios e perda patrimonial;
  • realizar um planejamento tributário adequado, reduzindo custos e prevenindo surpresas fiscais;
  • modernizar a gestão, implantando modelos de governança que unem tradição e profissionalismo.

Em termos práticos, a holding é uma empresa com personalidade jurídica própria, que detém participações societárias e garante o controle da gestão familiar. Isso traz mais clareza sobre quem decide, quem administra e como o patrimônio será preservado para as próximas gerações. Um projeto sob medida, não de prateleira.

 

É importante destacar que a holding não é um modelo pronto que serve para qualquer família. Cada projeto precisa ser desenhado de forma personalizada, respeitando as particularidades do patrimônio, o perfil dos herdeiros e a atividade rural.

 

Mais do que proteger bens, a holding organiza o presente e fortalece o futuro, preservando a história da família no campo e garantindo que o ciclo produtivo siga firme por muitos anos.